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Postado às 11h15 | 05 janeiro 2021 | Eduardo Passaia

Freixo, o genocida?

Ontem, dando uma olhada pelo twitter, me deparei com uma postagem do Freixo escrevendo contra a compra de vacinas por redes particulares de saúde. Na postagem do deputado ele afirma que "não permitiremos que a imunização seja tratada como privilégio", continua dizendo que é um "direito de todos", que deverá ser feita gratuitamente e "não (para) quem tem dinheiro p/ furar a fila".

Não sei nem por onde começar para dizer que o Freixo é um ignorante completo ou um canalha sem limite.

Poderia começar pelo início onde ele demonstra ser o que é: um déspota. Oras, quem é ele, senão um em meio a 513 deputados que não tem qualquer poder de legislar sobre o livre mercado de vacinas, a não ser que o Congresso resolva assumir um erro mortal? Quando ele fala em furar a fila, ou por ignorância ou por pura canalhice, ele esquece completamente que a compra das 5 milhões de doses mencionadas não subtraem e nem impedem a compra das doses que serão feitas ou não pelo governo. Essas compras são totalmente independentes uma da outra. O que fica claro é que, mesmo o governo sendo seu inimigo, ele prefere preservar a ideia de um estado salvador do que realmente salvar vidas.

Como todo e qualquer socialista lança mão da ideia de direito e de gratuidade do serviço público. De que direito estamos falando, deputado? O direito do mais pobre sempre ser tratado como pária pelo Estado, seja ele de qual governo for? O direito de ser condenado ao SUS, enquanto paga impostos exorbitantes que deveriam colocá-lo em tratamento nos melhores hospitais do país? Palavras escritas qualquer papel aceita, o que foi exatamente o que aconteceu com a nossa "Constituição Cidadã'', que poderia tranquilamente ser chamada de Constituição do Mundo de Bob. Dizer que todos os brasileiros terão direito à saúde de qualidade qualquer tonto pode dizer, mas transformar isso em realidade é outra coisa, que cada dia mais fica claro ser impossível. Enquanto tivermos a ideia de saúde e educação universais fornecidas pelo Estado como realidade e não uma utopia, continuaremos a condenar nosso povo a uma péssima saúde. 

E que gratuidade é essa que esse pessoal da esquerda vive bradando?

Como falar em gratuidade, deputado, se o Brasil tem uma das piores relações entre imposto e serviços prestados? Como explicar pros mais pobres que enquanto eles caem na loteria do SUS, o senhor faz parte de um dos partidos que mais torra dinheiro público em penduricalhos? Será o senhor a dizer que tem plano de saúde infinito e que são os mais pobres que pagam isso? O senhor abriu mão de seus auxílios, de apartamento funcional, de carro alugado…? Esse é o deputado que defende a classe trabalhadora, mas a explora como ninguém?

Indo para a questão direta da compra das vacinas pelas clínicas particulares, qualquer cidadão com um pouquinho de sensatez estaria exultante, afinal se os mais ricos poderão tomar as vacinas sem usar as do SUS, significa que a fila será menor e os mais pobres serão atendidos com mais rapidez, mas esse ódio desarrazoado que essa gente sente do que é privado e daquilo que se mostra mais eficiente que o Estado faz com que caiam em total contradição. Nesse caso, por exemplo, todos os dias vemos essas pessoas chamando o governo de incompetente, dizendo que não conseguirão vacinas, que o governo é genocida (tirando essa última, no resto eles até tem razão), etc. Oras, quando você tira a possibilidade de terem clínicas particulares entrando na ação de vacinação, você acaba deixando tudo nas mãos desse governo que eles mesmos chamam de incompetetente e genocida, aumentando a fila drasticamente, fazendo com que a vacina demore muito mais a ter o efeito desejado de imunização de rebanho, levando milhares à morte, o me leva a crer que, no final, esses críticos seriam cúmplices do genocídio, não?

Seria então, Freixo, o deputado do PSOL, o fantasioso defensor da classe mais pobre, o verdadeiro genocida?

 

Eduardo Passaia

Turismólogo e liberal

 

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