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Postado às 08h15 | 17 março 2020 |

Dia Nacional dos Animais reflete sobre os cuidados com os pets

Os animais domésticos estão cada vez mais dentro de casa, ocupando espaços antes proibidos, como a cama de seus tutores, e ganhando espaço como membros das famílias. Apesar de ser uma realidade mais aceitável hoje em dia, nem sempre foi assim. Antes, mesmo sendo de estimação, muitos ficavam limitados aos quintais e áreas externas. Para celebrar essa proximidade entre humano e pets e reforçar a importância dos cuidados com eles, o Dia Nacional dos Animais é celebrado em 14 de março.

Um levantamento online realizado por Instituto Qualibest, com um total de 3.163 pessoas, mostrou que 70% dos que responderam têm animal de estimação. Deste total, 80% têm cães e 38% têm gatos. Ao serem perguntados se concordam totalmente com a afirmação de que tratam seus animais “como gente”, cerca de 54% respondem que sim.  

Categorizar os pets como membro da família faz bem. Segundo a psicóloga do Grupo Vila Beatriz Mendes, ter um animal de estimação possibilita bons ensinamentos principalmente para as crianças. “A experiência de ter um pet traz aprendizado, como cuidar e ter responsabilidades”, diz.

“Além disso, no momento da perda do pet, dependendo da forma como o adulto vai conduzir o momento, há uma oportunidade para que a criança aprenda mais sobre a morte e como vivenciar uma perda. Se isso for feito de modo cuidadoso, pode ajudar com as perdas durante os seus ciclos de desenvolvimento ao longo da vida”, explica Beatriz, que é especialista em luto.

Perder um animal é uma fase dolorosa para essa parcela da população que o trata como um familiar. De acordo com a psicóloga, esse momento requer atenção igual à perda de um amigo ou parente. “O luto por causa de um animal, na maioria das vezes, não é reconhecido. Muitos tendem a reduzir esse vínculo dizendo ‘não fica assim, é só um cachorro’, mas isso não é legal, pelo contrário, não ajuda e pode gerar ainda mais sofrimentos, como silenciamento, distanciamento e isolamento”, orienta.

Com diversidade de produtos e serviços, o mercado voltado para os animais no Rio Grande do Norte conta com uma alternativa de despedida com dignidade. Trata-se do Vila Pet, o primeiro crematório para animais do Estado. A iniciativa reforça que, nos sentidos ecológico e social, a cremação também é uma atitude responsável quando a morte do animal é causada por alguma doença com altos índices de contaminação como toxoplasmose, esporotricose, raiva e leptospirose, entre outras.

A psicóloga Beatriz Mendes explica que a ideia de realização de uma despedida é uma forma de validar a realidade da perda e uma oportunidade para que o tutor e demais pessoas que tinham vinculação com o pet possam construir uma despedia nos moldes que eles consideram importante e façam sentido para eles.

“O fato de se despedir de uma maneira que faça sentido para família e sentir que o momento da morte foi cuidadoso e respeitoso são fatores que podem contribuir para vivência do luto. Ainda que seja doloroso a ausência e que manifestações intensas de sofrimento possam surgir, compreender que a perda aconteceu, mas que foi possível construir uma despedida digna, cercada de cuidado e afeto são possibilidades de apaziguar, de amenizar um pouco essa dor que faz parte da vivência natural do luto. É uma forma delicada de honrar a relação e a história vivida com o pet”, finaliza Mendes.

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