Ideias Livres

Postado às 17h00 | 17 janeiro 2020 | Eduardo Passaia

A imprensa está perdida com o novo rumo do país.

Apesar de tocador de rock (não tenho a audácia de me considerar músico) por tantos anos, é muito difícil que eu escute música no carro. Normalmente escuto notícias ou podcasts sobre política em geral ou empreendedorismo tecnológico (minha área de atuação). Sou consumidor inveterado de notícias, todas elas nas FMs natalenses.

Dito isto, fico impressionado como, mesmo depois de um ano de um governo que tem um bom grau de liberalismo econômico, temos comentaristas de programas de rádio, principalmente locais, que não fazem a menor ideia do que está realmente acontecendo no Brasil de Paulo Guedes e seus Chicago Boys. Tirando raríssimas exceções locais, o que vemos é um total desconhecimento do que o liberalismo realmente prega, do que está no DNA liberal, quais as escolas e quais exemplos existem no Mundo.

Vemos ainda hoje, pessoas que falam sobre as crises de 1929 ou 2008, como advinda de uma política liberal ou, pior ainda, como crises do capitalismo, sem sequer mencionarem o intervencionismo vivido pelos Estados Unidos nos períodos anteriores de ambas as crises. Vemos comentaristas falando que as políticas de esquerda (social democracia) fez dos países nórdicos, ricos e, pior, espalham esta tremenda bobagem usando Portugal como referência atual, levantando a falácia de ser incoerente o brasileiro que votou na direita procurar um país de esquerda para morar. Amiguinho, Portugal não tem nada de esquerda. Oras, não precisa fazer qualquer pesquisa para saber que a Suécia, por exemplo, conquistou toda a sua riqueza até idos de 1950, com um Estado totalmente liberal, onde a regulação era praticamente desconhecida e a livre concorrência era a única regra do jogo, mas que desde os anos 1990, período da Grande Depressão Sueca, vem voltando ao caminho liberal pelo simples fato que a produtividade, como em todo país com políticas sociais democratas, diminuiu, tornando insustentável a quantidade de benefícios e privilégios que o Estado oferecia. Já Portugal, surfa na grana da União Europeia e, mesmo assim, necessitou de reformas liberais enormes para consegui-la.

Estes comentaristas confundem, por exemplo, o direito individual (sagrado aos liberais clássicos) de cada cidadão proteger seu bem mais precioso, sua vida, possuindo e portando uma arma de fogo, com política de segurança pública. Me desculpe, mas isto é de uma ignorância majestosa.

“Não esperar senão duas coisas do Estado: Liberdade e Segurança, e ter bem claro que não se poderia pedir mais uma terceira coisa, sob o risco de perder as outras duas.”

-Fredéric Bastiat-

 

Falei disso para exemplificar e porque vejo que estes comentaristas realmente estão perdidos e não fazem muita questão de entenderem o rumo que o Brasil está tomando. Talvez pela soberba de acreditar que depois de um certo tempo, os conhecimentos apenas são de uma única via. Claro que muitos deles surfaram muito tempo onde existia apenas uma linha de pensamento e ai de quem ousasse ser diferente a esta linha. Vimos o que aconteceu com o blogueiro e apresentador que falou bobagens e acabou massacrado, algo que nunca aconteceu antes com aqueles que estavam sempre alinhados ao pensamento vigente. Estes já falaram bobagens tão grandes quanto, mas nunca iriam receber uma carta de repúdio, afinal… bem, sabemos. Sabemos também que temos em nossas rádios e TVs muitos jornalistas com ligações "profissionais" com vereadores, deputados, senadores, prefeitos etc, o que com certeza faz travar alguns comentários. Outros são verborrágicos e atacam seletivamente seus alvos, mas nada mais que isto. E evidentemente existem aqueles que são propagadores do caos, que por serem deliberadamente de corrente ideológica diferente da do governo de agora, são adeptos do quanto pior melhor.

Espero muito que as poucas vozes liberais e conservadoras se multipliquem por dois motivos fundamentais e justos:

1º- para que tenhamos comentários que estejam mais adequados com a realidade dos fatos;

2º- para que tenhamos debates de ideias mais inteligentes e não os joguinhos de comadre que vemos na maioria dos programas;

Ficamos na torcida que vozes dissonantes e desconcertantes apareçam para que as informações cheguem de forma mais plural a todos, e claro que faço questão de dar a  minha sugestão de leitura para iniciantes a eles que, para entender um pouco daquilo que o Brasil começa a viver hoje, possam ler "As Seis Lições de Mises" e "O LIberalismo", ambos do gênio Ludwig Mises, "Capitalismo e Liberdade" de Milton Friedmam, da Escola de Chicago (mesma de Paulo Guedes)  e "A Lei" de Fredéric Bastiat. É um ótimo início para que estes comentaristas possam entrar num mundo novo e que não falem tanta coisa sem sentido, onde parece que confundir o ouvinte é a única intenção.


 

Eduardo Passaia

Consultor de empresa na área de tecnologia, turismólogo e liberal.

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Postado às 18h00 | 14 janeiro 2020 | Eduardo Passaia

Não seja mais um puxa saco de político.

Acompanho o twitter todos os dias, abrindo-o em vários momentos e me informando pela imprensa tradicional (que está morrendo de inanição intelectual) e pela oficiosa e, logicamente, usando minha cachola para entender o que é realidade, o que é fake e o que é fake, mas é divertido.

Tem algo que não deveria me espantar, mas me espanta, mesmo que eu tenha cantado a bola durante o período de campanha das eleições 2018. A polarização política tem transformado muita gente em zumbi. Sei que vivemos uma fase de início de reorganização política e econômica, diria até que seria uma inversão dos polos magnéticos políticos do Brasil. Momento de uma demanda reprimida de brasileiros da "direita", que depois de 30 anos sendo governados pela esquerda, por uma tentativa de engenharia social, de um teste de social democracia terceiromundista que transformou o paupérrimo Brasil, num país tão paupérrimo quanto antes, porém menos educado e mais longe de uma redenção.

Sei que existe uma guerra ideológica a ser combatida, mas a pergunta que fica é: para "vencer" esta, vale ser idêntico aquilo que você quer derrotar? Vale passar por cima de princípios e valores, da ética e da moral liberal e conservadora que sempre foram desprezados pelos ditos adversários?

Vejo alguns autoproclamados conservadores (mas sei que em sua enorme maioria não fazem a menor ideia do significado disto) exigindo cabeças de humoristas (sério, exigem que humoristas não sejam humoristas), jornalistas, youtubers e formadores de opinião que teriam cometido o mortal e imperdoável crime de ter "traído" seu mito. Traído? Como assim?

Amiguinhos, em primeiro lugar, quem deve lealdade não é o povo, não são seus apoiadores ou o eleitor, mas sim o eleito. Aquele que prometeu e convenceu seus eleitores e apoiadores com seu discurso e uma agenda que cabia nos desejos dos votantes. Cabe a cada um, em sua total e completa isolada individualidade, decidir seu apoio a quem quer que seja, criticar e exigir do eleito que cumpra suas promessas. Ao eleito cabe não sair uma única vez sequer da linha de seu discurso, de cumprir com aquilo que firmou em contrato com cada eleitor seu no dia de sua votação.

"Eu achava que a política era a segunda profissão mais antiga. Hoje vejo que ela se parece muito com a primeira".

(Ronald Reagan)

 

Em segundo lugar, se você é conservador ou liberal, simplesmente deixe de se pendurar no saco de político, principalmente se este estiver em cargo, mais ainda se for governo e mesmo que seja um governo que você ajudou a eleger, pois conservadores e liberais têm em seu DNA histórico a desconfiança e a descrença naqueles que detém o poder.

Não estou dizendo que seja contra o governo, que seja oposição, mas sim que tenha noção de seu papel como conservador e como liberal, de se basear no seu conhecimento, nas suas experiências de vida e principalmente em seu caráter para apoiar ou criticar alguma ação desse governo, para fiscalizar.

Achei interessante abordar isto por aqui, pois é deprimente vermos tanta gente fazendo malabarismos éticos e morais para referendar discursos e ações estapafúrdias de todo tipo de político. Eu não acredito que seja bajulando senhores do poder que consigamos nossos objetivos, pior ainda, a história nos mostra que é desse jeito, com puxa sacos arriando suas calças para tudo, que nascem os ditadores.

Mises, um defensor ferrenho das liberdades individuais, da escola liberal austríaca, dizia que somente as ideias iluminam as trevas e seu seguidor, Murray Rothbard, um libertário mais que convicto, chamado de o Cavaleiro da Liberdade, pregava que esta vem com conhecimento, não com truculência. Se estes mestres em liberdade dizem isto, quem sou eu para contrariá-los.


 

Eduardo Passaia

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Postado às 10h30 | 10 janeiro 2020 | Eduardo Passaia

A liberdade de expressão deve ter limites? Limites dela é censura?

Este episódio da censura que a justiça do Rio impôs ao tal do Especial de Natal do Porta dos Fundos é perigosíssimo! Assim como é perigoso esta quantidade de leis que impedem de alguma maneira a liberdade de expressão das pessoas.

O politicamente correto já vem há um bom tempo tomando proporções enormes, irradiando preconceitos e o pior de tudo, tolhendo a liberdade individual de cidadãos brasileiros.

A justiça deveria ser uma das guardiãs do valor mais importante de nossa sociedade: a liberdade, não sua carrasca.

O dito vídeo desse grupo humorístico faz troça com o cristianismo e suas crenças, tem piadas completamente sem graça, zomba da figura de Jesus caracterizando-o como um gay. Na realidade, não é a primeira e nem será a última vez que veremos vídeos, textos ou outras expressões artísticas zombando algo que seja importante para alguém, para milhões ou bilhões de pessoas. Só para ficar no cristianismo, me recordo rapidamente de Jesus Cristo Superstar, A Última Tentação de Cristo, A Vida de Brian e Je Vous Salue, Marie. Todos viraram sucesso de público por sua qualidade, mas também pelo bafafá criado em torno deles, exatamente como o que está sendo criado em cima do Porta.

Gente, estamos falando de um vídeo sem graça, de um grupo humorístico que ninguém leva a sério, pois ninguém inteligente leva a sério humorista que quer fazer humor, que faz troça de uma filosofia, que junto com os gregos, tem 3000 anos de vida, regrando o "way of live" ocidental, onde a liberdade e a tolerância são princípios intocáveis, sendo acusado de destruir os valores desta filosofia? É sério? Pergunto onde diabos, quem defende a retirada deste vídeo do ar, enfiaram a liberdade e a tolerância? Pior, é quando estes fazem comparações com o Islã, ou com questões homofóbicas ou racistas para se declararem a favor da retirada do direito da liberdade de expressão. Se você apoia sua argumentação em um erro para justificar sua posição, você está tão errado quanto o seu objeto de comparação.

A sociedade tem um instrumento mais que eficaz e que não agride o direito fundamental de liberdade: o boicote. Nada é mais simples do que simplesmente ignorar e fazer campanha entre os seus para que determinado produto não seja consumido. Mas usar o poder coercitivo do Estado para tirar o direito de outros de se expressarem ou consumir algo apenas porque isto não te satisfaz é mesquinho.

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las".

- Evelyn Batrice Hall -

 

Liberdade pela metade pode ser considerada liberdade?

E se o jogo virar e suas crenças se tornarem as fora da lei do momento? O nosso mundo está cheio de exemplos onde leis e constituições são deixadas de lado para servir o poderoso da vez, ao pensamento comum ditatorial da vez.

Lutar para que jornalistas escrevam suas versões; que humoristas brinquem com religiões, gêneros e raças; que pintores pintem sua visão de mundo ou que escritores criem seus textos como bem entenderem, é simplesmente lutar para que você tenha e mantenha seu direito de expressar aquilo que você acredita, sem que seja importunado, seja sua versão dos fatos, suas crenças religiosas ou simplesmente seu desejo de expressar o quanto ama a liberdade. Se ofende suas ideias, crenças ou outra coisa, não consuma ou use o boicote como arma constitucional, mas nunca a violência estatal em forma de censura para limitar os direitos dos outros.

A luta por uma liberdade irrestrita deve ser foco principal do nosso dia a dia, limitar o Estado é a regra sempre. Tirar o poder de decisão dos políticos e devolver ao cidadão é mais que urgente.

Não defenda uma liberdade que se adapte apenas ao seu ponto de vista ou às suas crenças, mas sim respeite o direito de quem pensa, escreve ou fala aquilo que te incomoda.

 

Obs: O STF corretamente cassou a decisão de censura do TJ-RJ

 

Eduardo Passaia

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Postado às 06h00 | 09 janeiro 2020 | Eduardo Passaia

Meu 2019 político foi assim, sem mimimi.

Quando vejo a imprensa, artistas e alguns pseudo intelectuais dizendo que 2019 foi um ano horrível, fico realmente imaginando o que eles consideram um bom ano.

Escrevem sem qualquer vergonha que a gente viu retrocesso na democracia. 

Temos humorista que nem sequer era espermatozoide na época, dizendo que voltamos pra 64. Vejo gente que participa até hoje de assaltos homéricos ao nosso dinheiro, apontando o dedo e querendo dar lição de moral.

Quer saber? Deixem de escrever e divulgar asneiras.

Falta muita vergonha na cara destes. 

Eu sei que essa baboseira toda tem a ver com a questão política e ideológica e nada a ver com o que vemos na realidade. E sei que a função destas figuras é plantar a narrativa de que vivemos um caos, principalmente pra nova geração que só lê manchetes. 

Geração das redes sociais que tem preguiça de ler textos com mais de um parágrafo.

Enfim, quanto pior melhor.

Como a maioria sabe, sou liberal e passo longe de ser bolsonarista, mas não sou cego e muito menos cretino pra ser do contra apenas por ser do contra.

Você que é  anti liberal, anti conservador, socialista (sim, acreditem, ainda existem, por mais estranho que possa parecer), esquerdista, comunista ou qualquer coisa que o valha, me prove que estou errado.

Vejam bem…

Depois de 16 anos, não temos escândalos de corrupção que foram gerados dentro do governo e com participação do presidente ou de seus assessores mais próximos. Alguns vão dizer sobre o Queiroz, o filho e blá blá blá. Em primeiro lugar, o escândalo não foi gerado dentro do governo, mas torço pra que seja desvendado tudo direitinho e tendo culpa, como acho que eles têm, que sejam presos todos os envolvidos, inclusive se provar que o presidente trambém esteja, seguindo as regras e leis que delimitam a cassassão por meio do Impeachmeant.

Vão falar do laranjal do PSL, mas amiguinhos, acredito que tirando uns 2 ou 3 partidos, todos têm um laranjal pra chamar de seu, pois a lei eleitoral praticamente exige que os partidos busquem mulheres como laranjas para compor chapas, por conta destas leis absurdas de cotas para gênero na política. Mais um caminho aberto para corrupção.

Mas só imaginem o Brasil sendo governado pela mesma facção criminosa que levou nosso país pra pior crise de todos os tempos, dilapidando os cofres públicos com o maior escândalo de corrupção de todos os tempos e de toda a humanidade? Poderíamos ficar com Mensalão e Petrolão, que são os mais conhecidos, mas temos o BNDES, temos a Eletrobrás, Correios, Belo Monte e muitas outras.

Mas vamos nos ater a alguns fatos.

Pela primeira vez em décadas, não temos ministérios entregues de porteira fechada para partidos políticos e seus caciques que criavam todos os tipos de cargos para colocar seus apaniguados e desviar bilhões e bilhões de reais.

Este novo governo, junto com a população que foi às ruas e mais uma bancada liberal, nunca antes vista, liderada pelo Partido Novo, Kim  Kataguiri, entre outros, conseguiu algo que Lula, Dilma e Temer, por motivos diversos, entre eles covardia e corrupção, não conseguiram fazer. Esta reforma da previdência consegue dar esperança, principalmente aos mais pobres, de receberem no futuro uma aposentadoria, que consegue finalmente tirar um bocado de privilégio de grande parte da elite do funcionalismo público. Os regimes especiais de aposentadoria eram os maiores provocadores da pobreza do país e da desigualdade social, onde o pobre pagava os privilégios dos ricos.

Esta bancada liberal apoiou o governo em uma outra conquista enorme para o futuro de nosso país… a aprovação da MP da Liberdade Econômica, que traz segurança jurídica e desburocratização, que são impulsionadores do empreendedorismo, único caminho para a criação de riqueza e diminuição da pobreza.

Em seu primeiro ano de ministério, Sérgio Moro,com "pequenas" ações, como o combate ostensivo contra as drogas e tráfico de armas, atacando o financiamento das facções e a separação dos líderes destas facções, atingindo o cérebro destas, conseguiu reduzir em média quase 25% da criminalidade brasileira. Sérgio Moro, pra mim, herói nacional, conseguiu mostrar que era só querer.

Tudo isto vem mostrando que as soluções estão aí

Todo dia temos o prazer de termos Paulo Guedes falando grosso e dando aulas de economia para as viuvinhas de Keynes. Enfim, o Brasil começa a mostrar pro Mundo, com números, que pode ser confiável.

Posso começar citando a inflação baixa, os menores juros de todos os tempos, sem ser na martelada, economia voltando a respirar sem aparelhos, mesmo depois de ser destroçada pelo intervencionismo estatal implantado pela Dilma e amado por Ciro Gomes, desemprego caindo, renda aumentando… Nada diferente do esperado, visto que este é o resultado mais que certo e que a história nos mostra, quando países destroçados adotam o liberalismo como bússola.

Faltou falar ainda do ministro da infra estrutura, que é um monstro.

Falar sobre o Salles e sua guerra contra o ecoterrorismo e as fake news sobre queimadas, desmatamento e outras coisas. Meu único conselho a ele seria o de falar menos.

Devemos lembrar do desrespeito religioso e o machismo canalha, principalmente por parte das ditas feministas, que sofreu a ministra Damares, que vem fazendo um trabalho fantástico frente de um ministério que era totalmente ideologizado e inclinado a estar sempre do lado errado do povo.

Claro que o ano não foi perfeito e eu poderia enumerar diversas bobagens feitas pelo presidente e alguns de seus ministros, principalmente a verborragia, alguns acordos estranhíssimos fechados tacitamente, nomeações controversas, mas isto daí, a imprensa mostra todos os dias, todas as horas, todos os minutos como se todo o resto que comentei acima, como se todos os pontos e números positivos não tivessem  qualquer importância para aquilo que queremos pros nossos filhos.

A imprensa que vejo definhando, em geral, escolheu o lado contrário a qualquer ação vinda do governo, com algumas exceções. Artistas e os ditos intelectuais escolheram seu lado também, com motivos e$peciais, pois parece que a torneirinha secou..

Eu aqui tenho um único lado, que foi escolhido desde muito cedo. Lá atrás quando entendi que as contas socialistas não fechavam e a tirania destes regimes era a regra sem qualquer exceção e a fim de todos eles é a fome de seu povo e a morte de quem  se aventura a ser contra.

Meu lado, é o lado do meu país, que quero que seja a casa dos meus filhos, dos meus netos. Não quero um país, antro de corrupção que vimos durante décadas, onde o governo federal era o centro da vagabundagem.

Por isto tiro um tempo do meu dia, todo santo dia, para fazer política, para debater, para criticar ou simplesmente para dar minhas opinIões, que certas ou erradas, são minhas. Faço a política que eu acredito, que eu tenho certeza que todos nós deveríamos fazer, pois não existe outro meio de mudar nosso país, do que pela boa política.

Espero que em 2020, possamos acelerar essa mudança.

Que os agourentos deixem de tentar boicotar um futuro melhor para todos. 

Que tenham vergonha de desejar a pobreza eterna do Brasil, fantasiados de boas causas e que, principalmente, parem de mentir sobre o que estamos vivendo hoje.

Diante dos fatos reais, do dia a dia do povão, claro que o Brasil de 2019, sem dúvida, foi um país muito, mas muito melhor do que o de 2018, que foi melhor que o de 2017.

Vou continuar apoiando o governo no que eu acreditar, mas continuar criticando o que acho errado, nunca me despindo de meus princípios e valores.

Me vi obrigado a escrever um texto como este aqui, porque não dá pra quem é honesto intelectualmente, ficar vendo essa patifaria midiática e ficar calado.

O que eu desejo pra todos vocês, de verdade, é um 2020 fantástico, com mais liberdade e menos Estado, sempre, além de mais verdade no dia a dia de todos!

 

Eduardo Passaia

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Postado às 12h15 | 27 dezembro 2019 | Eduardo Passaia

Músicos de Natal são tratados como incapazes.

Músicos de Natal são tratados como seres incapazes pelo município.

 

Talvez alguns músicos possam discordar do que vou escrever abaixo, mas acredito que as consequências da lei 186/2019, sancionada pelo prefeito Álvaro Dias no dia 18 de dezembro último, trará consequências sérias e danosas a todos desta classe.

A lei diz que todo o valor arrecadado nos couverts sejam direcionados exclusivamente para os músicos. Estes, em sua maioria, estão comemorando a lei, dizendo que agora sim eles serão realmente valorizados. Será mesmo?

Evidentemente, que pelo lado dos contratantes, esta lei já começou a gerar burburinhos e reclamações, pois em alguns casos, os donos de bares e restaurantes usam o dinheiro do couvert para cobrir outros custos da casa.

Eis que o Estado novamente impõe uma "luta de classes". A do contratante explorador e a do músico coitadinho e incapaz de cuidar de si mesmo e de negociar de igual pra igual com o capitalista malvadão.

Bem, acredito que jogarei água no chopp desta classe que realmente trabalha arduamente e merece receber por aquilo que produz, mas quem será que vai avaliar quem merece quanto? Resposta óbvia, o mercado.

Hoje, vários empresários acordam um valor fixo com a banda ou músico. Um contrato normal e natural entre duas partes "adultas" e independentes, que é avalizado pelos clientes de cada casa. Óbvio que se uma banda faz sucesso em determinada casa, esta banda tem o poder de exigir um valor melhor de contrato com este contratante. Já estão disponíveis nos grupos de músicos, áudios de empresários dizendo que vão reduzir ou até mesmo pararem de contratar músicas ao vivo. 

Já batemos algumas vezes nesta tecla, mas os políticos continuam a fazer as mesmas besteiras de sempre. Todas as vezes que burocratas metem a mão em assuntos privados, a gente vê aquilo que vemos desde que o Estado é Estado: confusão.

Friederich Hayek, economista da escola austríaca, ganhador do Nobel de Economia, dizia que esta volúpia do Estado acreditar que consegue entender de todas as necessidades de todos, de acreditar que pode estabelecer preços ou que pode criar demandas sobre produtos ou serviços era a "arrogância fatal". Se ele estivesse por aqui, diria que é impossível o Estado, na forma dos vereadores e prefeito, saberem o que pensam todos os músicos, o valor de cada cachê de cada músico, os custos de todos os donos de bares e restaurantes, o custo de cada som e iluminação alugados, o quanto custa cada produto do bar, bem como sua margem de lucro, o quanto é pago para cada garçom, chef, manobrista, recepcionista ou asg destes bares. O Estado simplesmente impor, como sempre, que o valor acordado entre as partes não vale mais e que a partir de agora o estabelecimento deverá se ver livre de um valor que recebia, pode inviabilizar a operação de inúmeros empreendimentos.

Ler e ouvir a mesma ladainha de sempre, que tal classe é explorada pelos patrões, que o lucro é enorme e que blá blá blá, é coisa que não faz mais sentido.

Podemos imaginar alguns cenários:

1- bares e restaurantes irão simplesmente cortar a música ao vivo, prejudicando todos os músicos;

2- bares e restaurantes nunca mais contratarão bandas e músicos desconhecidos ou novos, acabando assim com aquele show de "primeira oportunidade";

3- bares e restaurantes somente contratarão bandas e músicos que aceitem a rachadinha, formando uma evidente "panelinha", que evidentemente será impossível de ser ficalizada, prejudicando os músicos que não aceitem esta atitude;

4- bares e restaurantes deixarão de cobrar couverts artísticos e cobrarão ingressos, deixando tudo como sempre esteve;

Enfim, mais uma vez, é o Estado interferindo na esfera privada, onde "dois adultos" sãos podem e devem discutir e chegar a acordos que estejam bom para ambos. Somente a ideia de que músicos são considerados seres incapazes intelectuais e que não podem negociar seus próprios contratos, deveria revoltar a todos desta classe.

O combate ao tamanho do Estado deve ser constante e cada vez mais forte, pois este é um ser vivo, uma célula cancerígena que vai invadindo, corroendo e se alimentando de sua liberdade e seu suor, sempre sob o pretexto de ajudar o mais fraco.

A liberdade de negociar sua arte, deixando que o mercado te diga o quanto ela vale, é premissa fundamental para que você tenha a real avaliação da qualidade de sua obra, serviço ou produto artístico.


 

Eduardo Passaia

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Postado às 10h30 | 26 dezembro 2019 | Eduardo Passaia

A Direita Está Dividida?

A Direita está dividida?

 

Em um grupo de zap, sempre eles, de um movimento surgido para a organização e participação das manifestações em favor do impeachmeant daquela "presidenta", logo, com convicções mais a direita, um amigo escreveu que achava perigoso demais esta ruptura da "direita", e que isto poderia resultar no retorno da esquerda ao poder.

Acredito que a tal de "direita" ainda é um bebezinho, conhecendo o mundo ao seu redor, deslumbrado em se reconhecer como um ser vivo, que pode interagir, pensar, agir…

Muitos se dizem conservadores e liberais, mas a enorme maioria destes, pouco entende destes dois conceitos, pois ainda "estamos" muito contaminados com o esquerdismo que esteve (está) enraizado na educação, na cultura, enfim, em toda a sociedade.

Acredito mesmo que a direita ainda está se formando, se conhecendo, perdendo a vergonha. Muitos votaram em Bolsonaro pelo antipetismo (o que não é errado), e não pelo "conservadorismo" dele. Muitos confundem o conservadorismo com  religiosidade ou reacionarismo que são coisas totalmente diferentes, já outros confundem liberalismo com libertarianismo, ou anarco capitalismo ou até mesmo com libertinagem. O pior de tudo é que com um pequeno esforço literário, tudo isto seria resolvido.

Colocar na cabeça das pessoas o que realmente significam estas linhas de pensamentos principais levará tempo. Acredito demais que quem realmente conheça e segue estas linhas de pensamento, sejam responsáveis diretos para divulgar e mostrar para as pessoas o que realmente está inserido em cada uma delas.

 

Burke e Smith, pais do conservadorismo e do liberalismo

Figuras como Olavo de Carvalho, que tem sua importância na divulgação do conservadorismo, também são danosas quando resolvem atacar os liberais pela discordância em 10% do todo, ao invés de mostrar os campos convergentes. Pra mim é uma estupidez sem tamanho. Maior estupidez ainda é o que alguns apoiadores do presidente fazem com quem tem um apoio crítico ao governo. Estes são os primeiros a jogar fora o entendimento do que é conservadorismo, pois umas das premissas desta linha, junto com o liberalismo, é a parcimônia no apoio a governos e governantes (políticos) em geral, e atacar aqueles que com enorme boa vontade, tenta redirecionar o que está errado em suas visões.

O apoio crítico é necessário para a correção de possíveis desvios de conduta pessoal ou do próprio governo. Atacar quem critica com sabedoria é fechar o governante em uma bolha, em uma redoma inatingível. Um caminho pavimentado para um possível ditador. Deixar de lado os motivos que te fizeram dar este voto ao governante, apenas por ser apoiador dele, não fará o governante estar certo o tempo todo.

A democracia prevê não somente a divergência entre direita e esquerda, mas entre liberais e conservadores, entre socialistas e comunistas…

Acredito demais no sucesso de grande parte daquilo que este governo vem fazendo e vou continuar apoiando-o em seus acertos, mas nem de longe posso me manter irresponsavelmente calado diante de ações que considero erradas.

Se a discordância de ideias fizer de mim seu inimigo, confesso que esta suposta amizade nunca deveria ter existido.

Se você discorda de mim, mas luta pelo mesmo objetivo, espero rapidamente reencontrar os pontos em comum para que estejamos mais fortes do que os verdadeiros inimigos da liberdade.

 

Eduardo Passaia

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