Ideias Livres

Postado às 10h45 | 28 janeiro 2021 | Eduardo Passaia

O leite condensado do Bolsonaro.

O LEITE CONDENSADO DO BOLSONARO

 

Memes sempre serão bem vindos. Sejam eles sobre autoridades, pessoas normais ou instituições, enfim, o humor deve ser sempre incentivado.

Nessa semana o assunto de polêmica que virou meme foram os 15 milhões de reais gastos pelo governo federal em leite condensado, junto com mais 1 bilhão e 800 mil reais em outros tipos de alimentos e bebidas, entre eles, carnes em geral, sucos, frutas, vinhos… sem deixar de lado os chicletes que "ajudam na higiene bucal e no treinamento dos pilotos da FAB".

Muito se questiona se esses números fazem sentido ou não e o governo federal foi acusado de um monte de coisas, desde descaso, corrupção e desorganização, mas não estou aqui pra falar disso, até porque não fiz qualquer pesquisa comparativa sobre os gastos dos anos e governos anteriores. Deputados e senadores são muito, mas muito bem pagos para fazer isso, assim como jornalistas e repórteres (não tão bem pagos assim).

Esse pantim todo feito agora deveria ser feito em todos os anos e em todos os governos.

O que deveríamos estar nos perguntando é se faz sentido que esses gastos tenham esse tamanho e que tenham sido negligenciados por tanto tempo pela população e pela imprensa, além de políticos e tribunais controladores. Antes tarde do que nunca, e não importando qual o motivo do despertar, que a nossa imprensa, nossa população e os políticos estejam atentos a todos os gastos da esfera pública, afinal é sempre muito fácil esquecermos quem banca toda essa gastança.

Será que não ficou claro que, legal ou ilegalmente, e isso deve ser averiguado, desde os valores praticados às empresas participantes dessas compras, é a população trabalhadora, pagadora dos impostos mais caros do mundo, que banca vinhos, uvas passas, leites condensados e chicletes para toda uma engrenagem que consumiu 20% a mais em pleno ano de pandemia? Ano esse em que a população que banca essa gastança foi penalizada com perda de emprego e renda, enquanto nenhum centavo daqueles que são bancados foi reduzido.

Que essa algazarra sirva enfim para que entendamos que temos um Estado gigante, obeso e que suga nosso sangue e suor para que ele se mantenha vivo e com doces privilégios que os escravos dessa máquina nunca terão acesso.

Que continuem os memes, mas que a verdade prevaleça.

 

Eduardo Passaia

Turismólogo e liberal

 

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Postado às 08h00 | 25 janeiro 2021 | Eduardo Passaia

A iniciativa privada de deve vacinar?



 

Vindo pro trabalho me deparo com equente na JP sobre a autorização ou não do governo para que a iniciativa privada possa comprar vacinas e claro, vacinar parte da população.

Existem coisas nisso tudo que me deixam, ainda, muito estarrecido. 

A primeira é que isso ainda seja pauta de discussão e a segunda que o governo ainda não tenha autorizado. Me impressiona que mesmo diante da total incompetência do governo em oferecer doses das vacinas, e acredito que isso seria problema para outros governos brasileiros também e diante do número de mortos cada vez maior, ainda estejamos discutindo se a iniciativa privada deva ou não entrar na jogada. Nunca existirá, em lugar algum do mundo, seja sob qualquer regime político ou econômico, melhores ações promovidas do que a da iniciativa privada. E isso é explicado por infindáveis características, mas a maior delas é o incentivo que a iniciativa privada tem de ganhos financeiros que a política/estatal não tem (a não ser por propinas). Haveria por parte da iniciativa estatal o ganho político, mas ninguém se torna competente do dia pra noite apenas por ganhos políticos, afinal os ganhos políticos são melhores captados (cooptados) através de conchavos do que por competência em alguma área específica.

Não aprovar essa abertura é deixar somente na mão de pessoas incompetentes, de políticos, a vida ou a morte de milhões de pessoas.

Me deixa estarrecido que a população não esteja nas ruas exigindo que o governo abra de vez para a iniciativa privada a opção de compra de vacinas que o governo federal não esteja negociando, como por exemplo a da Pfizer, que o governo fez criminalmente pouco caso e que o mundo todo comprou. Aliás, que nota ridícula e mentirosa o governo federal escreveu sobre essa negociação, hein?

Existem muitas vacinas como a da Johnson&Johnson, Moderna e outras, além da já mencionada Pfizer que poderiam ser negociadas e aplicadas pelas clínicas, farmácias e laboratórios privados.

A liberação da negociação da iniciativa privada com esses laboratórios faria com que a vacinação acontecesse muito mais rápido e teríamos economia aos cofres públicos, bem como na pressão em cima do Plano Nacional de Vacinação.

Acredito que isso não aconteça porque os louros da vacinação obrigatoriamente deverão ir pro governo de plantão, o mesmo governo que vem sabotando toda a batalha para a obtenção de vacinas para o povo brasileiro.

Enquanto a guerra de egos e pelo poder continua, temos média móvel maior do que 1000 pessoa/dia. Nossos políticos são tão baixo nível que nem na morte de seus compatriotas, o egocentrismo deixa de ser o balizador de suas ações.

O Brasil é exemplo em campanhas de vacinação há décadas, tanto que já se destaca o número de pessoas vacinas comparando com boa parte do mundo, mas nem de perto é exemplo em agilidade de prover saúde pra sua população.

 

Eduardo Passaia

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Postado às 11h15 | 05 janeiro 2021 | Eduardo Passaia

Freixo, o genocida?

Ontem, dando uma olhada pelo twitter, me deparei com uma postagem do Freixo escrevendo contra a compra de vacinas por redes particulares de saúde. Na postagem do deputado ele afirma que "não permitiremos que a imunização seja tratada como privilégio", continua dizendo que é um "direito de todos", que deverá ser feita gratuitamente e "não (para) quem tem dinheiro p/ furar a fila".

Não sei nem por onde começar para dizer que o Freixo é um ignorante completo ou um canalha sem limite.

Poderia começar pelo início onde ele demonstra ser o que é: um déspota. Oras, quem é ele, senão um em meio a 513 deputados que não tem qualquer poder de legislar sobre o livre mercado de vacinas, a não ser que o Congresso resolva assumir um erro mortal? Quando ele fala em furar a fila, ou por ignorância ou por pura canalhice, ele esquece completamente que a compra das 5 milhões de doses mencionadas não subtraem e nem impedem a compra das doses que serão feitas ou não pelo governo. Essas compras são totalmente independentes uma da outra. O que fica claro é que, mesmo o governo sendo seu inimigo, ele prefere preservar a ideia de um estado salvador do que realmente salvar vidas.

Como todo e qualquer socialista lança mão da ideia de direito e de gratuidade do serviço público. De que direito estamos falando, deputado? O direito do mais pobre sempre ser tratado como pária pelo Estado, seja ele de qual governo for? O direito de ser condenado ao SUS, enquanto paga impostos exorbitantes que deveriam colocá-lo em tratamento nos melhores hospitais do país? Palavras escritas qualquer papel aceita, o que foi exatamente o que aconteceu com a nossa "Constituição Cidadã'', que poderia tranquilamente ser chamada de Constituição do Mundo de Bob. Dizer que todos os brasileiros terão direito à saúde de qualidade qualquer tonto pode dizer, mas transformar isso em realidade é outra coisa, que cada dia mais fica claro ser impossível. Enquanto tivermos a ideia de saúde e educação universais fornecidas pelo Estado como realidade e não uma utopia, continuaremos a condenar nosso povo a uma péssima saúde. 

E que gratuidade é essa que esse pessoal da esquerda vive bradando?

Como falar em gratuidade, deputado, se o Brasil tem uma das piores relações entre imposto e serviços prestados? Como explicar pros mais pobres que enquanto eles caem na loteria do SUS, o senhor faz parte de um dos partidos que mais torra dinheiro público em penduricalhos? Será o senhor a dizer que tem plano de saúde infinito e que são os mais pobres que pagam isso? O senhor abriu mão de seus auxílios, de apartamento funcional, de carro alugado…? Esse é o deputado que defende a classe trabalhadora, mas a explora como ninguém?

Indo para a questão direta da compra das vacinas pelas clínicas particulares, qualquer cidadão com um pouquinho de sensatez estaria exultante, afinal se os mais ricos poderão tomar as vacinas sem usar as do SUS, significa que a fila será menor e os mais pobres serão atendidos com mais rapidez, mas esse ódio desarrazoado que essa gente sente do que é privado e daquilo que se mostra mais eficiente que o Estado faz com que caiam em total contradição. Nesse caso, por exemplo, todos os dias vemos essas pessoas chamando o governo de incompetente, dizendo que não conseguirão vacinas, que o governo é genocida (tirando essa última, no resto eles até tem razão), etc. Oras, quando você tira a possibilidade de terem clínicas particulares entrando na ação de vacinação, você acaba deixando tudo nas mãos desse governo que eles mesmos chamam de incompetetente e genocida, aumentando a fila drasticamente, fazendo com que a vacina demore muito mais a ter o efeito desejado de imunização de rebanho, levando milhares à morte, o me leva a crer que, no final, esses críticos seriam cúmplices do genocídio, não?

Seria então, Freixo, o deputado do PSOL, o fantasioso defensor da classe mais pobre, o verdadeiro genocida?

 

Eduardo Passaia

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Postado às 09h45 | 28 dezembro 2020 | Eduardo Passaia

Papai Noel não tem presente de Natal para os brasileiros.

Hoje, dia 28 de dezembro de 2020, existem 44 países pelo mundo vacinando seus cidadãos com seis imunizantes diferentes. Já são mais de 5 milhões de pessoas no Mundo todo que foram vacinadas sem que se tenha conhecimento algum de reações realmente sérias, além de alergias que acontecem naturalmente com todos os tipos de vacinas já feitas pelo ser humano. 

Aqui no Brasil, nossos líderes debocham da pressa que todos temos de começar o quanto antes a vacinação na nossa população. Não existe qualquer outra definição para quem tem esse tipo de atitude do que "canalha".

A politização de remédios totalmente ineficazes e agora de vacinas mostra o quanto somos um país de ignorantes. Não porque nossos líderes se portam dessa maneira, mas porque temos apoiadores desses líderes. Aliás, aprendi que líder é aquele que lidera pelo exemplo, que inspira outros a tirarem de si o melhor, logo não tenho como chamar de líder esse tipo de gente. Saber que cidadãos se prestam ao papel de capachos de políticos que menosprezam a vida de seres humanos para que tenham vantagens políticas me deixa realmente estarrecido.

Estamos vendo a oportunidade de chutar a bunda de uma crise gigantesca passar pela nossa frente e nosso presidente com papinho de precisar entender os efeitos adversos das vacinas. De novo, o que mais me preocupa não é o Jean Willys às avessas estar falando isso, afinal foi falar abobrinhas que o fez crescer, mas ter quem o glorifique quando ele promove essas aberrações.

Nós, pessoas verdadeiramente de direita, falhamos assustadoramente na escolha do nosso "representante". Se o intuito era o de tirar o PT e depois termos políticas liberais e conservadoras sérias, sinto informar que a segunda parte será impossível. Hoje, essa direita se tornou refém de um maluco que incentivou o país a consumir um remédio sem qualquer eficácia e luta contra a vacina muito mais do que luta contra a esquerda, inclusive antagonizando com todos os líderes mundiais que estão trabalhando incessantemente a favor da vacinação.

Agendas rasgadas e vamos ver o que 2021 nos reserva.

Eduardo Passaia

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Postado às 10h15 | 21 dezembro 2020 | Eduardo Passaia

VACINAS E A SUA LIBERDADE

Este não é um texto com certezas e verdades mas muito mais de dúvidas e tentativa de aprendizado.

Quem me conhece ou me acompanha por aqui sabe o quanto sou um defensor inveterado da liberdade individual, que nesta pandemia tem sido colocada à prova, todos os dias, a capacidade, tanto dos governantes quanto do povo, entenderem a importância desse bem inegociável (pelo menos para mim).

Na pandemia se politizou o direito de ir e vir, o direito de se expor, ou expor terceiros ao vírus (uso de máscaras, por exemplo) e agora, como não poderia deixar de ser, estão politizando o direito de não se vacinar.

O uso da palavra liberdade parece que vem sendo acanalhado. Um dos pontos essenciais para nosso início de conversa remonta a nossos avós (ou avós dos avós…), quando eles nos diziam que a nossa liberdade vai até onde se inicia a do outro.

Pois bem, partindo desse princípio, e espero que ninguém queira acanalhar com a sabedoria de nossos avós, eu pergunto até onde se estende o direito de algumas pessoas colocarem a vida de outras em perigo? Sim, porque nem todas as pessoas conseguirão se vacinar, e isso por vários motivos, tais como: falta de vacina, alergia a determinados medicamentos, doenças… fora que a própria eficácia da vacina, hoje variando acima de 90% não é estável em todos os corpos. 

Não podemos esquecer que restrições sobre vacinação e medidas fitossanitárias já existem aqui no Brasil e no Mundo há muito tempo, mas nunca houve preocupação/discussão com isso, e é apenas minha opinião, porque nunca politizaram-nas. 

Então, partindo dessas informações, você é a favor ou contra a obrigatoriedade da vacinação?

Agora vamos pra parte filosófica de tudo isso…

Eu, como liberal convicto e com forte tendências libertárias, não posso ser a favor da obrigatoriedade de nada e cada vez mais contra a proibição de várias outras, porém dentro dos princípios liberais e libertários existe algo importantíssimo que é o valor que se dá à propriedade privada. Não existe discussão sobre essa importância e de que você deve ser livre pra usar tudo a seu dispor para defender suas propriedades privadas, sendo a mais importante delas, sua própria vida. Então, partindo dessa premissa, deveria eu me defender daqueles que não serão vacinados?

Para aqueles que hoje dizem "meu corpo, minhas regras" com relação às vacinas, concordo plenamente com sua negação em tomá-las, qualquer que sejam os motivos (medo, desconfiança, política…), porque não cabne a mkim jugá-los, mas poderiam essas pessoas colocarem em risco as vidas de tantas outras? A liberdade de dizer não às vacinas não estaria atacando a liberdade e a propriedade privada (vida) de tantas outras?

John Stuart Mill, filósofo e economista do século XIX, é autor do Princípio do Dano, que traduz exatamente aquele ditado de nossos avós de forma mais erudita. Ele explica que a única possibilidade de haver qualquer intervenção na liberdade de uma pessoa é quando essa liberdade coloca em risco a vida (mais precioso bem privado do ser humano) e a liberdade de outras pessoas.

Não creio que alguém aqui queira colocar em discussão o liberalismo de John Stuart Mill, apesar que vejo tantos liberais e conservadores rasgando livros e cuspindo em todos os grandes autores e se transformando em reacionários, que não duvidaria que essas pessoas começassem a xingar Mill, Mises, Locke, Smith, Burke, Hayek, Scruton e tantos outros de isentões, porque seus princípios, estudos e ideias que nortearam todos os pensamentos liberais e conservadores não conseguem ser moldados às ideias daquilo que tanta gente tem chamado de "direita de verdade" aqui no Brasil.

Como eu disse no início do texto, a ideia aqui é mais levantar questões do que responder com verdades.

Distorcer o liberalismo e o conservadorismo tem sido prática muito comum para que se consiga validar discursos de políticos pouco afeitos a essas duas linhas de pensamentos comportamentais.


 

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Postado às 08h30 | 17 dezembro 2020 | Eduardo Passaia

A ESQUERDA, O CORPORATIVISMO E UMA DAS PIORES EDUCAÇÕES PÚBLICAS DO MUNDO!

A ESQUERDA, O CORPORATIVISMO E UMA DAS PIORES EDUCAÇÕES PÚBLICAS DO MUNDO!

 

A guerra corporativista travada na educação brasileira é burra e quem sempre sai perdendo é o cidadão mais necessitado!

Burra porque traz pro dia a dia das pessoas todas as mazelas que uma guerra pode ter. Guerra essa que não leva em consideração as necessidades do povo, mas sim a autoproteção e autopreservação de uma instituição destroçada pelo monopólio estatal, a educação pública brasileira.

A Câmara dos Deputados aprovou e o Senado reprovou um destaque ao Novo FUNDEB que permite o repasse de até 10% (o que é muito pouco) para entidades privadas, entre elas escolas religiosas, filantrópicas e organizações sociais. Ora, ora, o que a esquerda resolveu gritar? "Estão desviando dinheiro público da educação pública para grandes empresários, fundos e conglomerados que tem como intuito privatizar toda a educação". Obviamente, nada mais mentiroso.

Nem acredito que seja por maldade que parte da esquerda pensa assim, é muito mais total ignorância mesmo. 

O problema da educação brasileira passa longe de ser apenas financeiro, mas muito mais de péssima gestão. Nas últimas duas décadas nosso orçamento para educação vem aumentando assustadoramente, porém isso não se reflete na melhoria do ensino. Quando comparamos o investimento brasileiro em educação pelo PIB a outros países, vemos que dinheiro não é o problema. O Brasil, em 2018, investia 6,3% do PIB em educação, enquanto Argentina e México, 5,3%; Chile, 4,8%; Colômbia, 4,7%; EUA, 5,4%. Cerca de 80% dos países gastam menos que o Brasil em educação.

Dito isso, o repasse de dinheiro do governo a entidades privadas escolares conveniadas acontece em vários países com ótimos resultados. Suécia, EUA, Chile, Colômbia, Portugal, Canadá, Nova Zelândia e muitos outros já o fazem, possibilitando que estudantes de baixa renda possam ter acesso ao mesmo nível de ensino de estudantes mais ricos, dividindo as mesmas escolas privadas. Travar esse tipo de possibilidade aqui no Brasil é condenar os mais pobres a uma eterna desigualdade de ensino entre esses e os alunos de melhores condições financeiras. Hoje, a educação pública é uma máquina de produzir desigualdades e quem continua a defender esse modelo, onde não se defende o estudante, mas sim uma instituição carcomida pela ineficiência e corrupção, está defendendo que os pobres continuem a ter seus sonhos de prosperidade esmagados por esse sistema.

Retirar esse destaque do texto do Novo FUNDEB seria o mesmo que proibir as Santas Casas de atuarem na saúde pública brasileira. Burrice, né?

"Imagina que a elite política e alguns intelectuais deixariam os mais pobres frequentarem a mesma escola de seus filhos? Muita hipocrisia e atraso", escreveu o professor, psicólogo e presidente do diretório municipal do Partido Novo de Florianópolis, Rafael Ary. Nada mais real e claro.

Fora o "apartheid" social proposto pela esquerda, negando igualdade aos mais pobres, não podemos esquecer do que escrevi lá em cima, o nítido corporativismo que conhecemos tão bem e explico por quê. Se o monopólio estatal da educação pública for quebrado e existir a concorrência pelas vagas dos alunos dessas escolas públicas, o abismo que todos sabemos existir entre o nível entre os dois mundos vai ficar muito mais aparente e a realidade da falência do ensino público virá à tona, gerando uma corrida às instituições conveniadas e não haverá qualquer sentido em gastar mais um único centavo na tentativa esdrúxula de recuperar algo morto.

Restará apenas o óbvio: educação pública não pode mais ser estatal.

 

Eduardo Passaia

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